
Este espaço é para vc saber sobre as postagens anteriores, caso alguem se interesse em lê-las basta me pedir deixando um comentário nesta página, deixando o endereço de e-mail e eu enviu.
Antes estavam postados:
"Senhor, que queres que eu faça".
“Há um Deus que te chama, e uma comunidade que necessita; só falta a tua resposta para que aconteça no mundo mais uma vocação realizada!...”
Penso ser bem provocativo o enunciado acima! É do pe. Zezinho no livro Senhor que queres que eu faça?. Aliás, foi em cima deste livro que trabalhei junto a alguns jovens vocacionados no 1° encontro do SAV (serviço de animação vocacional) deste ano em Ruy Barbosa. Como é agosto, mês vocacional, e estamos pertinho do 2° encontro, pensei que seria legal relembrar sobre o que refletimos no encontro anterior.
Durante todo o encontro falamos sobre o chamado. Todo e qualquer chamado. O chamado pode ser a primeira tentativa para que aconteça um diálogo, para que esse se dê é necessário que este chamado receba uma resposta! Todos somos chamados, “Há um chamado no ar. Você está ouvindo?”. Há chamados de todos os lados que nos apontam todas as direções, boas e más, mas cabe somente a cada um responder. “... se está (ouvindo o chamado), entende que é para o bem ou para o mal? E já sabe de onde vem?”.
Muitas vezes não escutamos nada ou ouvimos alguma coisa bem distante, até com certa interferência, e daí dizemos que não estamos sendo chamados a nada. O Zezinho diz que somos como rádios que só captam ondas médias e para escutar bem precisamos nos virar na direção certa, ou seja, se a chamados de todos os lados não basta nos contentarmos com qualquer coisa que ouvimos, é preciso aprender a buscar a direção certa! Sintonizar em uma boa estação!
Sempre acreditei e continuo acreditando, que aquilo que aproxima todos os homens é muito maior que o que os separa, vejo que somos muito mais semelhantes que diferentes e uma coisa que me prova isso é que todo ser humano quer ser feliz, no sentido de se perceber como uma pessoa realizada, aliás, não só as pessoas, mas todo o eco sistema quer se perceber como plenamente realizado. Isso porque todo o mundo aspira coisas maiores “coisas do alto”, somos todos chamados à realização plena! Isso é o que a Igreja chama de vocação universal à santidade. Entenda que quero dizer que somos felizes quando somos santos, quando nos voltamos a Deus, tornamo-nos “Dele e para Ele”. Somos santos quando somos realizados enquanto seres humanos. Tem um parágrafo do documento Luz dos povos (lumen gentium) que diz o seguinte:
Todos os que, movidos pelo Espírito de Deus, obedecem a voz do Pai e adoram a Deus Pai em espírito e verdade, cultivam nos vários gêneros de vida e ofícios uma única santidade. Eles seguem a Cristo pobre, humilde e carregado com a cruz, para que mereçam ter parte na sua glória. Mas cada qual deve avançar sem hesitação segundo os próprios dons e cargos pelo caminho da fé viva, que excita a esperança e opera pela caridade.
Eu convido você a ler e reler esse trecho ele fala muito mais do que percebemos de uma primeira lida.
Toda vocação deságua no oceano do serviço. Por isso todas são importantes e merecem nossa atenção durante o percurso de nosso discernimento. Nos conhecemos quando estamos diante dos outros é aí que sabemos quem somos e quem não somos, cada um faz seu caminho, mas olhando a caminhada do outro, meu amigo, meu parceiro, meu irmão, percebo se este é o caminho que estou sendo convidado a seguir ou não.
“Às vezes Deus aperta o cerco” e é aí que percebemos com qual desespero Ele nos chama e nos ama. Nunca é tarde para começar esse diálogo com Deus. Se você percebe que Ele te chama não perca mais tempo responda-o. Mas lembre-se vocação se descobre com discernimento, nada de deixar os teus colegas te taxarem de “padre”, “irmã”, ou coisas do tipo, procure companheiros que te ajudem nessa caminhada e siga em frente, a decisão é tua!!
"Liberdade vem e canta e saúda esse novo sol que vem...".
Não escolhemos viver no mundo que vivemos, não pedimos para ter a família que temos, não pedimos para pertencer à classe social que pertencemos... enfim como podemos ainda dizer que somos LIVRES?
“Se, por exemplo, nasci negra, mulher, numa família pobre, numa sociedade racista, machista e classista, que me discrimina racial, sexual e socialmente, que me impede o acesso à escola e a um trabalho bem remunerado, que me proíbe a entrada em certos lugares, que me interdita amar quem não for da mesma ‘raça’ e classe social, como dizer que sou livre para viver, sentir, pensar e agir de uma maneira que não escolhi, mas me foi imposta?”
Que barra né?! Esse exemplo não é meu não, eu tirei do livro Convite à Filosofia de Marilena Chauí (não sei se você já ouviu falar dela é uma das mais prestigiadas intelectuais brasileiras vale a pena pesquisar sobre ela na internet). O que temos diante de nós é um questionamento que penso eu nós deveríamos refletir: Somos livres???
O citado exemplo nos ajuda a perceber que nossa realidade é constituída de situações adversas e está fora da nossa possibilidade mudá-las. Dizemos então que são necessárias, ou seja, é tal como são sem que queiramos, não precisam de nós para ser.
Daí dizemos que a realidade possui “leis casuais necessárias e normas-regras” que regem tais leis e normas. Ou podíamos dizer que essas situações que encontramos ao nascer são destino, acaso, ou qualquer coisa do gênero, ou seja, são contingências. Como então afirmar que somos livres?
Existem três grandes teorias sobre a concepção de liberdade. Você quer conhecer?
A primeira é bem antiga no tempo da Grécia clássica foi formulada por Aristóteles que dizia “livre é aquele que tem em si mesmo o princípio para agir ou não agir, isto é, aquele que é causa interna de sua ação ou decisão de não agir”. Segundo tal pensamento ser livre é não ter obstáculos ou constrangimentos que o impeça de realizar ou não realizar algo segundo seu desejo. Vale lembrar que existe diferença entre o contingente e o possível. Este acontece desde que o ser humano queira. Muitos anos depois o francês Jean-Paul Sartre retomou essa tese levando essa concepção a um ponto máximo. Para ele depende exclusivamente do Homem conformar-se ou indignar-se com a situação em que encontra. Todos os homens estão condenados à liberdade dizia Sartre (paradoxal né?) até quando não somos livres não o somos porque decidimos de não os ser, pois outros em igual situação agiram de maneira diferente.
Tem mais duas concepções, mas destas a gente fala depois. Pensa um pouco sobre o que quer dizer pra você ser livre dá a tua definição e me escreve algo pra eu poder aprender com você também ok?!
O Porão pode ser um lugar sobriu da casa ou um local agradável e nostálgico depende de nós!