Continuando nossa reflexão sobre a liberdade...
Há uma segunda concepção acerca do que é a Liberdade. Tal concepção foi inicialmente desenvolvida pelos estóicos (corrente filosófica do período helenístico), modifica volta no séc. XVII com Spinoza e novamente no séc. XIX por Hegel.
Aqui ainda compreende-se a Liberdade como autodeterminação do sujeito. Mas se outrora a Liberdade era oposta à necessidade, agora estas são vistas intrínsecas uma à outra. Existe o todo (que pode ser a Natureza, a substância ou o Espírito como história) que dá a si próprio suas leis e normas, ou seja, não é uma força externa que exerce poder sobre o todo, mas ele próprio cria suas regras. Todavia uma vez que essa ação provém da essência própria do ser, ela não é mera contingência, ou possibilidade, mas necessidade. “Em outras palavras é porque o ser é o que é, ou possui o ser que possui que ele age da maneira como age”.
Trocando em miúdos podemos dizer que a Liberdade não se trata meramente de um poder de escolha entre possibilidades mil, mas é a decisão de optar por algo maior que é agir conforme determinou a si próprio, ou seja, agir necessariamente como age. E a Liberdade do sujeito como fica?
Segundo Hegel fica exatamente assim, este (que assim como o todo é racional) age em nome da coerência do todo, segue suas normas para que este possa melhor realizar-se. Consegue perceber a dimensão ética dessa teoria?
Spinoza dirá que as partes e o todo são essencialmente iguais (racionais e livres) e a Liberdade consiste em “tomar parte ativa na atividade do todo”. Resumindo a Liberdade não consiste em poder escolher tudo, mas em fazer tudo o quanto seja permitido às nossas condições.
Finalizando três concepções do Homem livre nesta ótica ética:
1. Visão estóica: livre é o homem que exerce poder sobre os instintos e guia a razão na direção da necessidade conforme a natureza e a natureza do agente.
2. Visão spinozana: homem livre é quem age como causa interna e total de sua ação. Esta provém de um desenvolvimento de sua essência. Não é simplesmente dominar paixões, mas considera os afetos da razão mais fortes que os das paixões.
3. Visão hegeliana: de dois modos principais:
• A Liberdade humana e a cultura coincidem. Livre é aquele que não é dominado pela natureza. É necessariamente humano.
• Em dois momentos na história: o surgimento do homem cristão (e o pensamento da consciência de si); a descoberta da individualidade (decorrente do primeiro momento) e a independência das ações externas.
Há ainda uma concepção, nos vemos em breve...
Há uma segunda concepção acerca do que é a Liberdade. Tal concepção foi inicialmente desenvolvida pelos estóicos (corrente filosófica do período helenístico), modifica volta no séc. XVII com Spinoza e novamente no séc. XIX por Hegel.
Aqui ainda compreende-se a Liberdade como autodeterminação do sujeito. Mas se outrora a Liberdade era oposta à necessidade, agora estas são vistas intrínsecas uma à outra. Existe o todo (que pode ser a Natureza, a substância ou o Espírito como história) que dá a si próprio suas leis e normas, ou seja, não é uma força externa que exerce poder sobre o todo, mas ele próprio cria suas regras. Todavia uma vez que essa ação provém da essência própria do ser, ela não é mera contingência, ou possibilidade, mas necessidade. “Em outras palavras é porque o ser é o que é, ou possui o ser que possui que ele age da maneira como age”.
Trocando em miúdos podemos dizer que a Liberdade não se trata meramente de um poder de escolha entre possibilidades mil, mas é a decisão de optar por algo maior que é agir conforme determinou a si próprio, ou seja, agir necessariamente como age. E a Liberdade do sujeito como fica?
Segundo Hegel fica exatamente assim, este (que assim como o todo é racional) age em nome da coerência do todo, segue suas normas para que este possa melhor realizar-se. Consegue perceber a dimensão ética dessa teoria?
Spinoza dirá que as partes e o todo são essencialmente iguais (racionais e livres) e a Liberdade consiste em “tomar parte ativa na atividade do todo”. Resumindo a Liberdade não consiste em poder escolher tudo, mas em fazer tudo o quanto seja permitido às nossas condições.
Finalizando três concepções do Homem livre nesta ótica ética:
1. Visão estóica: livre é o homem que exerce poder sobre os instintos e guia a razão na direção da necessidade conforme a natureza e a natureza do agente.
2. Visão spinozana: homem livre é quem age como causa interna e total de sua ação. Esta provém de um desenvolvimento de sua essência. Não é simplesmente dominar paixões, mas considera os afetos da razão mais fortes que os das paixões.
3. Visão hegeliana: de dois modos principais:
• A Liberdade humana e a cultura coincidem. Livre é aquele que não é dominado pela natureza. É necessariamente humano.
• Em dois momentos na história: o surgimento do homem cristão (e o pensamento da consciência de si); a descoberta da individualidade (decorrente do primeiro momento) e a independência das ações externas.
Há ainda uma concepção, nos vemos em breve...


Um comentário:
Um cantante especial, grande humanista, numa sua canção que marcou uma epoca dizia: "A LIBERDADE NÃO É FICAR EM CIMA DE UMA ARVORE, NEM O VOAR DE UMA MOSCA, A LIBERDADE NÃO É UMESPAÇO VAZIO, LIBERDADE É PARTICIPAÇÃO". Por ai vai nossa filosofia pratica.
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