terça-feira, 4 de setembro de 2007

SALA DE (BEM) ESTAR


Esse é o tema dos círculos bíblicos do regional NE III este ano.


Devo dizer que a mim muito agrada o estudo do livro do Gênesis, particularmente o quarto encontro proposto pelo subsídio (Gn 1, 26-31) por muitos motivos.


Primeiro porque se trata de uma busca por raízes. Gosto de fazer memória. Penso que todos temos uma fonte de onde brotamos e é importante buscar por ela para que não fiquemos vagando sem nem ao menos nos perguntarmos quem somos ou de onde viemos. Sem passado não construímos futuro. O livro do Gênesis é essa busca de um povo por suas origens.


Segundo: leio o Gênesis experimentando do amor que Deus colocou nas criaturas à medida que as ia formando. Devagar e com carinho é narrado o episódio da criação, fico extasiado ao refletir sobre como se sentia seus autores ao descrever tal episódio ao ponto de dizer que à sua imagem Deus criou o homem e a mulher (Cf. Gn 1, 27).


Uma terceira coisa que me chama a atenção neste trecho do livro é a co-responsabilidade que Deus entrega ao ser humano desde o início, assim que os formou, mulher e homem, os designou para fazerem-se continuadores de sua obra, podia cuidar sozinho se desejasse, mas preferiu partilhar conosco tal graça. E viu que tudo era bom!


Cabe-nos perguntar: Temos sido continuadores da maravilha da criação? A Amazônia foi lembrada durante toda a Campanha da Fraternidade e ficou claro para nós seu estado de degradação e nossa omissão diante de assunto de tamanha importância. Agora na Bahia com o Plebiscito Popular temos a oportunidade de refletir sobre uma questão, também ambiental, regional: o Rio São Francisco! Muito ouvimos dizer e às vezes até opinamos, mas de fato o que fazemos pela luta da revitalização do “Velho Chico”?Somos co-criadores, devemos ansiar por olhar nossas atitudes com a obra de Deus e podermos, também nós, exclamar que é tudo muito bom!

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